quarta-feira, 12 de março de 2014

Danelectro DC-59



Como poderíamos deixar de falar sobre uma Danelectro na Danelectro Week da Garagem Instrumentos Musicais? Impossível. E quase impossível também foi escolher qual modelo para a coluna, uma vez que cada “Dano” tem sua magia, seu estilo e suas peculiaridades. Dá vontade de falar de todas! Mas, como uma tem de ser escolhida, resolvi que a da vez seria uma mescla da mais tradicional com uma versão especial.

A Danelectro DC-59 é conhecida principalmente por causa de Jimmy Page, que a escolheu para tocar Kashmir, mas outros grandes nomes da música já foram vistos com ela na mão: Jeff Beck, Jimi Hendrix, Derek Trucks, Syd Barrett, e por aí vai. Mas a edição que escolhemos pra você conhecer melhor é especial, em branco e dourado, diferente da preta com branco, mais popular pelo mundo. Confira nossa amiga abaixo.



Muitos guitarristas têm preconceito com as Danelectro, pois inicialmente eram vendidas em lojas de departamento, como a Sears, por exemplo. Eram guitarras extremamente baratas e não tinham a intenção de competir com grandes marcas. Mas o timbre único, o visual inigualável juntamente com os captadores lipstick chamaram a atenção de grandes músicos, e a ’59 foi tomando corpo e fazendo nome.


Este modelo do qual estamos falando é praticamente idêntico ao primeiro lançado pela fábrica, ou seja, a ponte é de madeira (o que torna impossível a regulagem das oitavas) e o tirante é regulado pela parte de baixo do braço, não perto do headstock, o que também dificulta a regulagem, pois o braço tem de ser removido para que a regulagem seja feita. Mas... Muito mudou desde então, e hoje a DC-59 tem sua versão Jimmy Page Reissue, que a pedido do guitarrista teve sua ponte trocada por uma mais robusta e com regulagem completa, além de uma abertura no headstock para regulagem do tirante com mais facilidade. Pronto! Passou o susto, pode correr pra comprar a sua! ;-)


Aqui uma foto da versão modificada, com a ponte regulável


Mas vamos lá! O headstock da DC-59 foi apelidado e é chamado até hoje de “garrafa de Coca-Cola” devido ao seu formato, e nenhuma outra marca de guitarra oferece esse design único. Confira abaixo.



A DC-59 ainda conta com dois botões de volume e dois de tonalidade (um para cada captador) e, como falamos, os inigualáveis lipstick pickups, que a Danelectro inclui até mesmo em seus contrabaixos. Os captadores lipstick, típicos da Danelectro, proporcionam um timbre único, mas você tem de segurar a onda na distorção. São captadores feitos para um ambiente musical mais clean ou, se você quiser, com algum overdrive ou distortion leve, bem vintage. Ou seja, não compre uma DC-59 para tocar Metallica!! Os lipstick não são singles comuns, pois não possuem bobina, criando uma tonalidade totalmente única.

E agora? Como fazer para ouvir o som dessa pequena maravilha? Venha até a Garagem e teste nossa variedade de Danelectros, que estão esperando por você!
 


quinta-feira, 6 de março de 2014

Fender Pawn Shop Super-Sonic

Nossa guitarra escolhida da semana é praticamente uma raridade. E também quase um experimento da Fender, uma vez que suas características são quase todas diferenciadas das guitarras mais comuns ou clássicas. Estamos falando da Fender Pawn Shop Super-Sonic.


Pra quem não sabe, a série Pawn Shop é feita de reedições – geralmente de guitarras das décadas de 60 e 70 (mas nem sempre) – que por algum motivo do destino “eram pra ser e não foram”. Ou seja, guitarras em que todos apostavam suas fichas, mas que não se popularizaram ao ponto da Fender continuar a fabricá-las.  A Super-Sonic, porém, não vem de tão longe. Ela éuma reedição de um modelo fabricado no meio dos anos 90 pela Squier by Fender e que se chamava Squier Vista Series Super-Sonic. Mas é claro que para um relançamento especial, a Fender teria de caprichar na nova versão.


Uma das características da nova Super-Sonic é seu corpo “diminuto” (quem pegar uma para tocar vai sentir o quanto menor ela é em relação a guitarras como a Jaguar e a Jazzmaster – que aliás a Super-Sonic “imita”, mas como o corpo “reverse”, ou seja, parece que ela foi feita ao contrário. O mesmo vale para o headstock, que é reverse também). Outros diferenciais são os knobs, que são ambos de volume e nenhum de tonalidade. E mais: são invertidos também. O knob mais longe da ponte controla o volume do captador do braço e o mais perto, o da ponte (os knobs da Squier eram assim também). Como vocês podem ver, os knobs são do estilo Jazz Bass, para dar um charme a mais.


Munida de dois Dual Canted Atomic Humbuckers (Zebra) – como o nome diz, envesados (na Squier apenas um deles era) – a Super-Sonic tem um som potente apesar de sua escala curta. Com 22 trastes e escala em rosewood, a guita foi relançada em três cores: laranja, vermelho e azul, todas com bastante sparkle. E finalmente, o braço é o mais-que-confortável-e-tradicional C-shaped da Fender com mais uma “novidade”: o tirante é parcialmente externo, chamado de bullet truss rod. Dizem as más línguas que na década de 70, durante algumas tiragens de guitarras, os tirantes foram feitos fora de medida e terminaram ficando maiores que o braço. A Fender, para não ter que mandar fabricar tudo de novo, deixou que o tirante ficasse exposto, o que virou a marca registrada de uma época. A Super-Sonic foi feita de acordo com essa “tradição”. Aviso: é o que dizem as más línguas. Eu, pelo menos, nunca ouvi ninguém da Fender confirmar ou negar essa história.


Pra quem não viu uma de perto, corra, pois logo devem sair de linha, como sempre as Pawn Shop duram pouco no mercado. Vale a pena!