quinta-feira, 6 de março de 2014

Fender Pawn Shop Super-Sonic

Nossa guitarra escolhida da semana é praticamente uma raridade. E também quase um experimento da Fender, uma vez que suas características são quase todas diferenciadas das guitarras mais comuns ou clássicas. Estamos falando da Fender Pawn Shop Super-Sonic.


Pra quem não sabe, a série Pawn Shop é feita de reedições – geralmente de guitarras das décadas de 60 e 70 (mas nem sempre) – que por algum motivo do destino “eram pra ser e não foram”. Ou seja, guitarras em que todos apostavam suas fichas, mas que não se popularizaram ao ponto da Fender continuar a fabricá-las.  A Super-Sonic, porém, não vem de tão longe. Ela éuma reedição de um modelo fabricado no meio dos anos 90 pela Squier by Fender e que se chamava Squier Vista Series Super-Sonic. Mas é claro que para um relançamento especial, a Fender teria de caprichar na nova versão.


Uma das características da nova Super-Sonic é seu corpo “diminuto” (quem pegar uma para tocar vai sentir o quanto menor ela é em relação a guitarras como a Jaguar e a Jazzmaster – que aliás a Super-Sonic “imita”, mas como o corpo “reverse”, ou seja, parece que ela foi feita ao contrário. O mesmo vale para o headstock, que é reverse também). Outros diferenciais são os knobs, que são ambos de volume e nenhum de tonalidade. E mais: são invertidos também. O knob mais longe da ponte controla o volume do captador do braço e o mais perto, o da ponte (os knobs da Squier eram assim também). Como vocês podem ver, os knobs são do estilo Jazz Bass, para dar um charme a mais.


Munida de dois Dual Canted Atomic Humbuckers (Zebra) – como o nome diz, envesados (na Squier apenas um deles era) – a Super-Sonic tem um som potente apesar de sua escala curta. Com 22 trastes e escala em rosewood, a guita foi relançada em três cores: laranja, vermelho e azul, todas com bastante sparkle. E finalmente, o braço é o mais-que-confortável-e-tradicional C-shaped da Fender com mais uma “novidade”: o tirante é parcialmente externo, chamado de bullet truss rod. Dizem as más línguas que na década de 70, durante algumas tiragens de guitarras, os tirantes foram feitos fora de medida e terminaram ficando maiores que o braço. A Fender, para não ter que mandar fabricar tudo de novo, deixou que o tirante ficasse exposto, o que virou a marca registrada de uma época. A Super-Sonic foi feita de acordo com essa “tradição”. Aviso: é o que dizem as más línguas. Eu, pelo menos, nunca ouvi ninguém da Fender confirmar ou negar essa história.


Pra quem não viu uma de perto, corra, pois logo devem sair de linha, como sempre as Pawn Shop duram pouco no mercado. Vale a pena!





quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Limited Edition ’59 Airline Catalina 2P LTD

Antes de qualquer coisa gostaria de expressar meu prazer em escrever esta coluna, que começa hoje e será publicada semanalmente todas as quintas-feiras. Falaremos de uma das coisas que mais gostamos neste mundo: guitarras. E serão elas de todos os tipos: clássicas, básicas, custom shop, vintage, modernas, estranhas, comuns e qualquer outro tipo, pois guitarra é guitarra e merece nosso respeito e admiração sempre.

 

 Isso tendo sendo dito, me pareceu justo começar com um modelo extremamente conhecido entre as guitarras vintage, mas com um diferencial que a torna muito especial. Estamos falando da ’59 Airline (aquela que você vê o Jack White tocando no White Stripes). Só que a tradicional é a vermelha, e as primeiras, de 1959 (como diz o nome) eram feitas de plástico (!!). Agora, Mike Robinson, responsável pelas guitarras Eastwood e Airline, faz as versões em madeira. A ’59 Airline continua sendo vendida (a de madeira, pois as de plástico podem chegar a US$2000, usadas, no eBay, por exemplo, pois são muito raras), mas Mike resolveu, a partir de 2012, fazer uma edição limitada desta guitarra em cores diferentes, baseadas em carros antigos, da mesma época em que a Airline original foi criada. Pois bem, a primeira criação teve 24 unidades apenas e se chama ’59 Airline Catalina, pois é baseada no Pontiac 870 Catalina, de 1955. As cores são as mesmas do carro: amarelo e preto, com o famoso friso de plástico branco entre a frente e a parte de trás da guitarra. Vejam a foto do carro abaixo:

 

 Segundo Robinson, a cada ano 24 novos exemplares de novas ’59 Airlines serão criadas com um novo carro em mente, inspiradas pelo incrível blog http://richworks.in/2010/07/gorgeous-vintage-car-illustrations-a-trip-down-the-memory-lane/ .

 

 Mas afinal, qual o som que podemos esperar da ’59 Airline? Se você já ouviu White Stripes, sabe do que estamos falando, apesar de que Jack White gosta de colocar um fuzz para dar uma radicalizada. Mas é bom ter em mente que a Catalina, apesar de parecer ter dois humbuckers, tem, na verdade, dois single-coil custom shop Airline embaixo das capinhas prateadas. Não é um som pra qualquer um. Mas quem disse que você precisa ser qualquer um?