sábado, 28 de fevereiro de 2015

Fender Starcaster Semi-Hollowbody Electric Guitar

A guitarra de hoje é um modelo que chegou aqui na Garagem recentemente e confesso, se eu pudesse teria arrancado da vitrine e levado para casa imediatamente. Parente próxima da Coronado (que também temos aqui), a Starcaster é uma preciosidade de características juntas em uma só semiacústica. Como vocês podem ver pela foto abaixo, ela lembra uma Jaguar turbinada e maior, com linhas modernas que se mesclam com cores e características mais tradicionais. Não é à toa que é um modelo raro e que surge apenas a cada 1000 luas cheias no mundo da música. Ou seja, a dica é: se você curtiu, corra atrás de uma antes que não encontre mais!


Pois então... A Starcaster está de volta! Originalmente fabricada na década de 70, esta guitarra foi muito pouco vista nas décadas seguintes e sempre na mão de guitarristas que têm uma caída por modelos e timbres levemente fora do padrão, com aquele diferencial que só a Fender consegue proporcionar. A reedição da Starcaster faz parte agora da série Modern Player da Fender, assim como a Coronado e outro modelos. É uma série supercaprichada e com uma qualidade de som e construção que realmente suportam as guitarras que representam.


A Starcaster é uma semiacústica de corpo fino com um top e com a parte de trás feitas de maple. Os f-holes são levemente diferentes das guitarras tradicionais, e se adaptam às curvas que este design pede. O braço, também em maple, tem o famoso formato “C-shape” e uma trasteira em maple com 22 trastes médium jumbo. As marcações são bolinha, dando um toque leve ao visual do braço, já que a guitarra por si só já é bastante imponente. Um detalhe bastante distinto da Starcaster é o design de seu headstock, como você pode ver pela foto abaixo. Perfeito para uma guitarra com vários diferenciais.


Na parte elétrica, a Starcaster vem com dois Dual Fender Wide Range humbuckers. Como você poderá ver pelo vídeo, são captadores ricos em timbre e tonalidade e bastante flexíveis para uma semiacústica, principalmente quando somados a toda a ressonância que o corpo da Starcaster oferece. A chave seletora de captadores é a tradicional de três posições e os knobs também (um de volume e um de tonalidade para cada captador). Detalhe para o formato dos knobs: são os famosos “amp-style”, como se fossem knobs de controle de amplificadores Fender. Mais vintage, impossível! Abaixo, o vídeo pra você curtir esta guita!




E é isso, pessoal! Espero que tenham gostado! Bom final de semana!



sábado, 21 de fevereiro de 2015

ESP James Hetfield Truckster LTD Electric Guitar

Nesta semana, mais uma guitarra exclusiva, signature de um grande nome da música: James Hetfield. James não só é o grande frontman do Metallica – o que por si só já justificaria vários grandes modelos signature –, mas é também, sem a mínima dúvida, um dos guitarristas-base de thrash metal mais precisos e criativos do mundo! Rola até uma piada de que “o cara” do Metallica é Hetfield e não Kirk Hammett. Eu diria que isso não pode passar de uma zoação, afinal os dois se completam, cada um com suas qualidades, e o Metallica é o resultado dessa união e não de um só músico. Aliás, todas as grandes bandas são fruto de uma química que funcionou!



Apesar de muitos de nós ainda termos na cabeça a imagem de James Hetfield tocando com modelos Flying V e Explorer da Gibson nos anos 80, época de álbuns que marcaram história, como Ride The Lightning e Master of Puppets, Hetfield e a marca ESP estão juntos desde 1991. Desde então, a ESP James Hetfield Truckster LTD é a quinta guitarra a levar o nome dele. Este modelo é a versão LTD da original ESP usada na turnê do álbum St. Anger. Aquela foi feita após modificações aplicadas num dos modelos ESP Eclipse. A coisa pegou e tanto o modelo Truckster ESP com o LTD foram lançados oficialmente.


A LTD Truckster é um modelo totalmente baseado e inspirado na Gibson Les Paul, porém com aquele “edge”, aquela pegada mais aguda de detalhes que a torna uma guitarra perfeita para sons mais agressivos, tanto no timbre como no visual. O corpo é em mahogany e o braço, em três camadas, também. O formato do braço é o chamado “thin U”, ou seja, a proposta é ser robusto mas não tanto que o guitarrista sofra ao tocar frases e bases mais ágeis. A trasteira vem com 22 trastes. Como todo modelo de qualidade desse estilo, a junção braço-corpo é colada. A finalização da cor é uma espécie de Road Worn moderna, ou seja, ela vem envelhecida, mas não com o intuito de ser “real”, com aquele aspecto de usada e gasta pelo tempo. Sua proposta de envelhecimento é mais agressiva, mantendo um ar moderno e fazendo com que as cores borradas demonstrem que foram feitas de propósito. Um Road Worn “assumido”, podemos dizer.


Na parte elétrica, temos dois captadores ativos EMG JH, especialmente ao gosto de Hetfield. Temos também dois knobs de volume e um de tonalidade. Detalhe: há duas chaves de três posições, mas apenas a de baixo funciona. A de cima, que mantém o visual tradicional de um modelo Les Paul, fica desligada. As ferragens são cromadas, as tarraxas vêm com trava e vários detalhes no headstock deixam a marca registrada de Hetfield. O case pode ser vendido separadamente.


E é isso, pessoal! Bom final de semana!



sábado, 14 de fevereiro de 2015

Gibson Custom Robby Krieger 1954 Les Paul Custom

Hoje temos mais uma guitarra signature, e desta vez a coisa é bem séria! Estamos falando da Gibson Custom Robby Krieger 1954 Les Paul Custom. Pra quem não sabe ou não se lembra, Robby Krieger é o guitarrista do The Doors, e esta guitarra foi a que acompanhou a banda em grandes gravações e turnês, tanto que foi batizada por Robby de LA Woman. Vale lembrar que Krieger comprou esta Les Paul em 1967, já bem usada, e mesmo através de todas estas décadas, considera esta guitarra um de seus instrumentos principais. Os especialistas da Gibson Custom, juntamente com Robby, analisaram a guitarra de todas as formas e chegaram a esta réplica tão parecida com a original quanto possível.


Como você pode ver pelas fotos, esta guitarra já vem parecendo velha e usada, com a pintura fosca e os frisos amarelados e desbotados pelo tempo. E é essa a intenção: capturar os anos de uso da original, talvez recriando a energia que ela carrega. Quem levar uma, recebe junto todo o kit acima, com certificado de autenticidade, case e tudo o mais. O corpo desta guitarra é em mahogany e os frisos são de sete camadas na parte da frente, e cinco na parte de trás. Interessante ver que na ficha técnica dela diz que os frisos oscilam entre as cores preta e branca. Como você pode ver, não há nada de branco no friso. Mas é por causa dos anos de envelhecimento do material ;-)


O braço da LA Woman é de mahogany, com um tensor “reissue”. A trasteira é em ébano com um ângulo de 12”, friso branco (envelhecido) e marcações Pearl Block, ou seja, pearloid em blocos. O headstock é o tradicional da Les Paul Custom e as tarraxas, como você pode ver acima, são as chamadas waffle back, por causa do desenho e da superfície. A ponte é uma Gotoh Tune-o-Matic dourada. Apesar das ferragens em sua maioria serem douradas, os knobs são os chamados black top.


A parte elétrica desta signature é realmente especial e a escolha dos captadores, peculiar. Na posição do braço, temos um Seymour Duncan Mini SM1N, e na posição da ponte, um P-90. Esta guitarra é bem vintage tanto na proposta quanto no visual. Os knobs são os tradicionais de volume e tonalidade para cada captador, com capacitores Bumblee Bee e chave de três posições tradicional também. O case é especial: um Custom Shop assinado por Robby Krieger!


Bom Carnaval a todos e esperamos que tenham curtido!




sábado, 7 de fevereiro de 2015

Epiphone Lee Malia Les Paul Custom

A guitarra desta semana é um modelo bastante especial da Epiphone, porém com alguns diferenciais que a aproximam de uma Les Paul Gibson. A Lee Malia Les Paul Custom, como o nome já diz, é uma guitarra signature do guitarrista da banda inglesa Bring Me The Horizon, Lee Malia. O quinteto tem feito bastante sucesso, principalmente com uma turnê americana sold-out, e a Epiphone pediu para Lee definir qual seria sua guitarra ideal. Juntos, Malia e a Epiphone criaram um guitarra que, tanto sonora quanto visualmente, pode se adaptar tanto a sons mais pesados como a sonoridades mais clássicas e tradicionais.


O corpo e o braço da Epiphone LM são de mahogany. O top do corpo, porém, é feito de maple. O friso do corpo possui sete camadas em preto e marfim e o headstock possui cinco camadas. Clássico. O braço tem um formato “C”, mais especificamente o das Gibson 1959 Rounded. É aquele braço mais robusto, diferente de algumas reedições da Gibson que oferecem uma Les Paul com um braço mais fino, com a intenção de facilitar a vida do guitarrista quando o assunto é velocidade. O radius da escala tem 12” e o tamanho é de 25.75”. Como você pode ver pelas fotos, as marcações da escala são super especiais, com uma sequência “floral” em pearloid e uma camada de marfim.


Para esta signature, foram escolhidos dois captadores que se complementam perfeitamente. Na posição do braço, um Gibson USA P-94 single coil, aliás um dos preferidos do próprio Les Paul. Na posição da ponte, um humbucker Gibson USA 84-LM, bastante versátil e poderoso com qualquer amp. Para deixar as coisas ainda mais legais, esta guita vem com um knob push-pull no controle de volume que transforma o humbucker em um single coil. Sons mais limpos e uma combinação rica de captadores fazem da Les Paul LM realmente uma guitarra única.


As ferragens da Lee Malia são todas em gold, incluindo uma ponte LockTone, jacks não-rotatórios, straplocks custom, chave de três posições tradicional (com detalhe em branco) e tarraxas em formato “tulipa”. O headstock conta com a logo clássica da Epiphone e detalhes “florais” únicos deste modelo. A assinatura de Lee Malia e a logo “Limited Edition” estão na parte de trás do headstock. Um hard case é opcional, mas quem adquirir esta guitarra conta com atendimento da Gibson 365 dias por ano, 24 horas por dia! Que tal?


Bom fim de semana a todos e venham visitar a Garagem sempre que quiserem!




sábado, 31 de janeiro de 2015

Fender Jim Root Stratocaster

Esta semana a ideia é manter a linha de instrumentos das últimas colunas, mas ao mesmo tempo não manter. Basicamente estamos tratando de mais uma guitarra da família Fender e Cia, mas, diferentemente do que vínhamos vendo, hoje temos aqui uma guitarra mais moderna, apesar de suas raízes tradicionais. E parece que esse é o sinal dos tempos atuais: ao invés de ver um guitarrista de heavy metal tocar invariavelmente com um Jackson, Dean e outras do estilo, também é muito comum vermos marcas como a Fender e a Gibson “ajustando” seus intrumentos para proporcionar um resultado “hi-tech” sem perder a tradição. E é esse o caso da Fender Jim Root Stratocaster.


Conhecido através das bandas Slipknot e Stone Sour, Jim Root tem três modelos signature na Fender: esta Stratocaster, uma Telecaster e uma Jazzmaster, além de um modelo simplificado que é vendido pela Squier. São basicamente guitarras “clean”, em preto ou branco, sem marcação nos trastes (apenas na lateral do braço) e ferragens e captadores pretos, criando um visual limpo e com um toque “tecnológico” em shapes de guitarras vintage e tradicionais como esses da Fender que mencionei. A Jim Root Stratocaster foi feita para tocar metal.


Olhada de longe, esta guitarra parece ser branca, mas em um segundo olhar, podemos ver que é, na verdade, o famoso White Blonde, que é quase um creme e que tende a ficar ainda mais tonalizado com o passar do tempo. O corpo é de mahogany e o braço em maple com um shape “C”, tradicional da Fender. O headstock é aquele que chamam de “oversized”, similar às Stratos de Richie Blackmore, mas ainda assim com curvas um pouco modificadas para melhor se encaixar em uma proposta moderna da Fender. A trasteira é em maple e vem com 22 trastes jumbo, especialmente projetados para facilitar o “shredding”, ou seja, uma maior velocidade na hora de tocar.


Quando o assunto é captação, a coisa fica ainda mais heavy: a Jim Root Stratocaster conta com dois humbuckers ativos, um EMG-60 na posição do braço e um EMG-81 na posição da ponte. As tarraxas Fender Deluxe são também na cor preta, assim como as demais peças. Diferentemente de outras Stratos, a Jim Root vem apenas com um knob, de volume. A chave seletora tem três posições, tradicionalmente como as guitarras que têm dois humbuckers possuem. Como não poderia deixar de ser, este modelo vem com case especial incluído.



Confiram os outros modelos Jim Root da Fender! Vocês vão gostar!

sábado, 24 de janeiro de 2015

G&L Tribute Fallout

Após algumas semanas dedicadas a guitarras da linha Fender, hoje vamos falar de um modelo mais alternativo, o Tribute Fallout da G&L. Vale lembrar que a G&L é uma marca fundada por Leo Fender, então todo seu conhecimento e criatividade foram levados para os modelos que a fábrica criou. A proposta vintage permaneceu com a G&L e você pode conferir toda uma linha de pensamento bastante coerente nas guitarras da marca, sempre priorizando um design e uma “tocabilidade” baseada em linhas clássicas que, mesmo quando modificadas para propostas alternativas (como a Tribute Fallout), oferecem um instrumento clássico e imortal.


Apesar do corpo pequeno, a Fallout tem como um de seus objetivos oferecer um instrumento que tenha bastante sustain. Este modelo conta com o shape SC-2 original feito por Leo Fender e agrada principalmente músicos que tenham uma caída por guitarras não convencionais. Geralmente os guitarristas que gostam deste tipo de shape são os menos focados em grande técnica e solos mirabolantes, e tendem a ser mais aqueles que curtem uma base alternativa, arranjos de guitarra ao invés de riffs ou que toquem e cantem ao mesmo tempo. Raramente (ou nunca) você verá um virtuoso tocando em uma guitarra destas, até porque a construção e o conforto de uma guitarra como a Tribute Fallout residem em oferecer detalhes a uma música através de frases, acordes e uma musicalidade mais “integrada” ao som.


A Fallout Tribute conta com um corpo em mahogany e um braço em maple “hard rock”, como os americanos chamam. É um maple pesado, visando uma construção firme, apesar da aparência frágil da guitarra. A trasteira é em rosewood e 22 trastes medium jumbo em níquel. O braço tem um formato shape C médio, nem tão robusto e nem muito fino. O headstock é tradicional da G&L, com um shape inconfundível. A versão deste headstock na Fallout é um pouco mais fino que em outros modelos, coerente com algumas guitarras da década de 80 que a G&L lançou.


Os caps e o setup desta guitarra são um bom diferencial. A Tribute Fallout conta com dois captadores de Alnico Paul Gagon, um G&L AP4285B P-90 na posição do braço e um humbucker G&L AW4470B na posição da ponte. Este último pode ser “splitado” para um single coil pelo sistema push/pull do knob de volume. Este modelo conta ainda com um knob de tonalidade e uma chave seletora clássica de três posições. As cores disponíveis neste momento são as da foto acima, azul, preto e vermelho, mas você com certeza pode encontrar outras cores e diferentes tonalidades de escudo, inclusive modelos com finalização em sparkle. É questão de ficar de olho! Confir o vídeo abaixo e curta um pouco da Tribute Fallout.



Bom fim de semana a todos! Apareçam na Garagem!



sábado, 17 de janeiro de 2015

Squier Classic Vibe Stratocaster '50s

Se você acompanha a coluna deve ter percebido que nas várias últimas semanas tenho focado em guitarras da linha Fender e Squier. E hoje vou dar continuidade a isso com uma guitarra que merece seu espaço. É a Squier Classic Vibe Stratocaster ‘50s. Esta é uma linha bastante diferenciada da Squier e sua faixa de preço está praticamente colada às Fender mais baratas. Com isso, muita gente prefere comprar uma Fender, já que o status e o preço de venda podem ser maiores. Mas eu diria que se você quer uma guitarra de qualidade, vale a pena testar uma por uma de ambas as marcas e chegar à sua própria conclusão. Esta guitarra foi uma surpresa para mim e aposto que será para muitos.


Diferentemente de alguns modelos da Fender e Squier que têm como objetivo recriar modelos de uma determinada época, a Classic Vibe é, na verdade, uma guitarra que pretende resgatar o feeling das primeiras Squier que foram lançadas em 1982. As Squier dessa época eram conhecidas por unir qualidade, preço e “vintage vibe” ao mesmo tempo. Essas guitarras são procuradas por colecionadores até hoje. Com isso em mente, a Squier decidiu colocar no mercado uma linha de instrumentos que capturasse essas características, porém dando um toque de modernidade para que o conforto de modificações feitas mais tarde também fossem um atrativo para o guitarrista.


Uma vez que você pega numa Classic Vibe Stratocaster ‘50s você já sente que estamos falando de Fender. Esta guita vem com um corpo em alder um pouco mais fino do que as Stratocasters americanas e as Squier de 1982. O braço em maple e shape em C vem com acabamento em gloss e 21 trastes medium jumbo, já visando um conforto maior na hora de digitar. Uma das coisas que me chamaram a atenção nesta guitarra foi a tensão das cordas. Se você usar cordas .010, parece que está usando .011. Se usar .009, parece que está tocando com .010. Ou seja, a pegada é sempre maior do que o normal de outras guitarras. Aí você tem duas opções: ou encara suas cordas tradicionais e manda ver na força pra compensar a tensão, ou usa cordas mais leves pra tocar como sempre tocou. Confesso que no começo fiquei meio incômodo com a tensão adicional, mas logo me acostumei e gostei. Depois de um tempo você sente que a guita exige de você um comprometimento maior. Ela quase pede pra você se esforçar mais!


As tarraxas desta guita são as vintage-style, aquelas com um visual bem antigo e tradicional, assim como a ponte, ambas mantendo um padrão de linguagem coerente com a proposta do modelo. Os captadores foram uma escolha bem caprichada da Squier: 3 single coils Custom AlNiCo III, com visual envelhecido, assim como os knobs de volume e tonalidade. Esta guitarra vem em três cores: 2-color Sunburst (com escudo branco), Arctic White (com escudo em aço escovado dourado) e Vintage Green (com escudo branco). Na minha opinião, as três cores caíram perfeitamente com a proposta desta linha. As três têm classe e acabamento de uma verdadeira Fender.


E é isso por hoje! Bom fim de semana a todos! Apareçam na Garagem!