sábado, 7 de março de 2015

Epiphone Tom Delonge Signature ES-333

Esta semiacústica é, para mim, uma das mais originais que surgiram nos últimos tempos. A Tom Delonge, tanto nas versões da Gibson quanto da Epiphone, são guitarras bastante específicas e podem enganar quem acha que está lidando com um instrumento que soa parecido ao visual que apresenta. Se em um primeiro olhar você está vendo uma semiacústica tradicional, olhe de novo. Praticamente todos os detalhes vão te mostrar que o som que vai sair desta guita não é tão tradicional assim.



A começar pela pintura, a Tom Delonge já inova. Na versão Gibson ela é branca com as listras pretas. Nesta versão da Epiphone, marrom esverdeado com listras creme. O guitarrista do Blink 182 esteve diretamente envolvido no design e projeto de sua signature, que foi feita para ter todos os detalhes que combinam com o som que ele prefere. O corpo desta guita é de maple laminado com um bloco maciço de mahogany no centro, para maior vibração das frequências. O braço também é em mahogany e “encontra” o corpo na altura do traste 17. O braço é no estilo 1960 slim profile, ou seja, mais fino, promovendo a facilidade de “escorregar” por toda a área, perfeito para quem gosta de agilidade.


A trasteira é em rosewood com marcações bolinha, bem leves, para não tirar a atenção do design do corpo, e tem 22 trastes. As peças são cromadas, e incluem tarraxas Grover 16:1 para garantir o máximo de durabilidade e estabilidade, além de uma ponte LockTone (estilo Tune-o-matic) e um tailpiece que faz com que a troca das cordas seja a mais fácil possível, garantindo também a qualidade da afinação de oitavas.


Como você pode ver pelas fotos, a Tom Delonge aposta na simplicidade e na qualidade. Munida de apenas um humbucker e um knob de volume, esta guitarra foi feita para ter aquele som específico que o guitarrista está querendo usar e que não deve variar muito a não ser pelo uso de pedais. O humbucker escolhido foi o Gibson USA Dirtyfingers, na posição da ponte, e que segundo Delonge é uma mescla perfeita entre “ataque e sujeira”. Isso em uma semiacústica, com certeza é algo especial. Tom diz que desde que usou esse captador pela primeira vez, sentiu que sua guitarra teria de ter um som assim. E ele conseguiu com sua signature.


Valeu galera! Curtam o fim de semana, que o som continua!



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